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Rubens Rocha

Barão, a festa que atraia multidões

17/01/2014

Barão, a festa que atraia multidões

Na década de oitenta do século passado, um grupo de jovens tucanenses, entre eles Otávio Farias Filho (in memorian), Rubens Rocha, Horácio Prado Filho, José Macedo de Oliveira (Dedé), Ernestino Nascimento Santana, Ariomar Reis (in memorian) Amadeu Montenegro Neto, Assis Duarte (Beléleu), Hélcio Andrade Júnior Milton Ferreira Júnior (in memorian), Armando Ferreira, tiveram a ideia de criar uma festa, paralela ao Festival do Chop, Festa do Barão.

 

No início uma brincadeira, onde era escolhido o melhor bebedor e apreciador de vinhos, que consistia em outorgar, o título nobiliárquico de “Barão”, a um descendente dos maiores proprietários rurais do município.

 

Depois de muita discussão, o escolhido para ser o primeiro a receber o título foi Ernestino em 1981, como “Barão” do segredo;

  • Horácio Prado – Barão dos Uris;
  • José Macedo de Oliveira (Dedé), Barão do Cai-Cai;
  • Rubens Rocha, Barão do Arapuá;
  • Ronaldo Nunes, Barão da Liberdade;
  • Raimundo leite, Barão das Cotias;
  • Eduardo Pinho, Barão do Razo;
  • Dante Nascimento, Barão do Sítio;
  • Otávio Farias Filho (in memorian), Rei dos Barões por ser ano de eleição municipal, ele foi o seu representante, para evitar interferência política, aliás, o que viria mais tarde ser o pivô acabando assim com o Festival do Chop e a Festa do Barão.
  • Finalmente, José França Martins de Andrade como Barão das Aroeiras.

Entres os dias 20 e 21 de julho de 1984, realizou-se em tucano o 8° Festival de Chop, promovido pela família Pinho, com o apoio da Prefeitura e do comércio local.

 

O escolhido foi Dedé Macêdo, Barão do Cai-Cai, por falar muito rápido, dificultando às pessoas entenderem o seu discurso, o Barão Rubens Rocha, foi o seu interprete que a cada frase sua, traduzida, provocava risos na multidão.

 

Dois dias foram dedicados a festa nas ruas, com a participação do Trio Elétrico Chiclete com Banana, e à noite, no Clube Cultural 5 de Agosto, festa dançante, tocando para dançar a Banda Furta-Cor.

 

Esta festa foi considerada uma das mais animadas dos últimos anos, pois além das atrações, havia a perspectiva de uma boa safra O Festival e a Festa do “Barão”, atraiam pessoas dos mais variados pontos do estado, inclusive com a presença de personalidades, como o inventor do Trio Elétrico, Osmar que veio prestigiar o evento, bem como os empresários Antonio Gonçalves das Silva (in memorian) Presidente da Bahia Artes Gráficas, Diretor da Revista Panorama e sua esposa Elisabete Chagas Gonçalves, José Valdir de Santana (in memorian), José Iranildo e tantos outros.

 

Os Barões dos anos anteriores e pessoas ligadas ao movimento desfilavam pelas ruas da cidade, acompanhados pela Banda da Polícia Militar, vestidos de fraque, cartola e bengala. A Rua da Aurora era interditada, onde já se encontrava o Trio Elétrico, depois havia farta distribuição de bebidas gratuitamente para a população, A concentração acontecia no bar do Carreta, onde era afixada   na parede a placa de “Barão”.

 

Banda de Pífanos, sanfoneiros, repentistas, também abrilhantavam os festejos nas principais ruas de Tucano, era só alegria.  

 

Aqui faço um apelo às autoridades, empresários, comerciantes, resgatemos essa festa tradicional, que atraia multidões e até turistas de outros estados.

 

Por que será que em Tucano já não existe mais o calendário turísticos das Festas Cívico-Religiosas?